“Confiança que temos nele”.
Texto Básico: 1 João
5.14-15. E esta é a confiança que temos nele: que, se
pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. 15 E, se
sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições
que lhe fizemos.
Introdução: Essa passagem
de 1 João 5:14-15 é um dos pilares da vida cristã prática, pois ela remove a
oração do campo da "superstição" e a coloca no campo do relacionamento
e alinhamento com Deus.
Os três eixos centrais desse texto:
1. A Natureza da Confiança (Parresia)
O texto começa falando sobre a
"confiança" que temos ao nos aproximarmos de Deus. No original grego,
a palavra usada é parresia, que remete à liberdade de fala, à
ousadia de quem não tem medo de ser rejeitado, ou seja, é atitude de quem
pertence a família de Deus.
"E
esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua
vontade, ele nos ouve." (1 João 5:14)
Essa confiança não nasce da nossa
"perfeição" em pedir, mas da fidelidade de quem ouve. Não
chegamos como estranhos implorando a um juiz distante, mas como filhos que têm
acesso direto ao Pai.
2. O Filtro: "Segundo a Sua Vontade"
Aqui está o ponto onde muitos
tropeçam. Frequentemente, tratamos a oração como um catálogo de desejos, mas
João nos lembra que a oração eficaz é uma questão de sintonia e comunhão com
Deus.
- Oração
não é convencer Deus a fazer a nossa vontade.
- Oração
é alinhar o nosso coração para desejar o que Ele já planejou.
Pedir "segundo a vontade
d'Ele" não é uma restrição que nos desanima, mas uma segurança.
Significa que, se pedirmos algo
que nos faria mal a longo prazo (mesmo que pareça bom agora), Ele, como um bom
Pai, tem a liberdade de dizer "não" ou "espere".
3. A Certeza da Resposta
O versículo 15 traz um paradoxo
interessante: se sabemos que Ele nos ouve, sabemos que já temos o que
pedimos. Isso nos ensina que, no Reino de Deus, a audição de Deus é
equivalente à Sua ação.
Se Deus "ouviu" (no
sentido de acolher o pedido alinhado à Sua vontade), o decreto já foi liberado
na eternidade, mesmo que o tempo cronológico ainda não tenha manifestado a
resposta.
Conclusão:
Muitas vezes, nossa ansiedade na
oração vem do medo de Deus não estar prestando atenção. João rebate isso
categoricamente: Ele ouve. O desafio não é aumentar o volume da nossa
voz, mas ajustar a frequência do nosso desejo.
Quando paramos de tentar
"dobrar o braço" de Deus e começamos a buscar o que Ele deseja para
nós, a oração deixa de ser um peso e se torna um descanso.

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