“Que faremos, pois?”
A busca do homem por uma resposta diante da verdade de Deus.
Texto
Básico: Lucas
3.10 – “E as multidões o interrogavam, dizendo:
Que faremos, pois?”
Introdução: João Batista prega no
deserto (Lc 3.1–9), chamando o povo ao arrependimento genuíno, ele
confronta a falsa segurança religiosa (descendência de Abraão) e anuncia um
juízo iminente a Palavra não apenas informa, mas confronta, levando o
ouvinte a uma decisão.
I.
A Palavra de Deus desperta inquietação no coração humano: “E
as multidões o interrogavam...”
1. A pregação de João não
deixou o povo indiferente.
2. Quando Deus fala com
verdade, o coração é provocado, não anestesiado.
3. O homem, ao ser confrontado
com o pecado, sente a necessidade de uma resposta.
4.
Onde
há verdadeira pregação, há questionamento sincero e sede por direção. Mt 9:36 E, vendo a multidão, teve grande compaixão
deles, porque andavam desgarrados e errantes como ovelhas que não têm pastor.
Os
ouvintes de João estavam sem direção, pois eles perguntavam coisas que eram óbvias
diante de sua realidade do dia-a-dia.
Assim
como Jesus viu aquela multidão que precisava de direção, pois não havia quem
verdadeiramente os guiasse. Quando
estamos sem direção, e não recorremos ao Senhor, tudo desmorona. 2Cr 15:3-6
Em primeiro lugar: As ovelhas
da casa de Israel estavam sem pastor. v3 E
Israel esteve por muitos dias sem o verdadeiro Deus, e sem sacerdote que o
ensinasse, e sem lei.
Em segundo lugar:
Deus, se deixa ser achado por aqueles que o buscam 4 Mas, quando na sua angústia se convertia ao SENHOR, Deus de
Israel, e o buscava, o achava.
Em Terceiro
lugar: O resultado da falta de controle e orientação, gera
destruição: 5 E, naqueles tempos, não havia paz
nem para o que saía, nem para o que entrava, mas muitas perturbações, sobre
todos os habitantes daquelas terras. 6 Porque
gente contra gente e cidade contra cidade se despedaçavam, porque Deus os
conturbara com toda a angústia.
II.
A pergunta revela consciência e responsabilidade: “Que
faremos, pois?”
Lucas
3.10 está inserido no ministério de João Batista, que pregava no deserto
da Judeia chamando o povo ao arrependimento para a remissão dos pecados
(Lc 3.3).
Sua
mensagem era firme e confrontadora:
ele denuncia a falsa confiança religiosa, especialmente a ideia de que ser
descendente de Abraão bastava para estar em paz com Deus (Lc 3.8), e alerta
sobre o juízo iminente, usando a figura do machado posto à raiz das árvores (Lc
3.9).
Diante
dessa pregação direta e cheia de autoridade, as multidões são profundamente
impactadas e passam a perguntar: “Que faremos, pois?” (Lc 3.10).
Essa
pergunta revela um coração despertado pela Palavra, consciente da necessidade
de mudança. Nos versículos seguintes (Lc 3.11–14), João mostra que o
arrependimento verdadeiro deve produzir frutos visíveis, expressos em
atitudes práticas de justiça, misericórdia e honestidade no dia a dia.
Assim,
Lucas 3.10 marca o momento em que a mensagem divina deixa de ser apenas ouvida
e passa a exigir uma resposta concreta da vida do homem.
“Que faremos, pois?” diante dos nossos problemas?
Não
é uma pergunta teórica, mas prática.
O
povo reconhece que algo precisa mudar.
A
pergunta mostra que o homem entende que não pode continuar como está.
O
que faremos: O
arrependimento começa quando deixamos de culpar os outros e assumimos nossa
responsabilidade diante de Deus.
III.
A busca por resposta é fruto de um coração alcançado pela verdade
- O
homem, por si só, não busca a Deus, mas quando a verdade o alcança, ele
passa a buscar direção (Rm 3.11; Jo 6.44).
- A
pergunta indica abertura para transformação, não mera curiosidade
religiosa.
- Aplicação:
Deus
trabalha no coração antes de transformar as atitudes.
IV.
Deus responde à busca sincera com direção clara. (Lc 3.11–14)
- João
dá respostas específicas conforme a realidade de cada grupo.
- Deus
não responde com confusa, mas com orientações práticas para a vida diária.
- A
resposta divina aponta para frutos dignos de arrependimento.
Aplicação:
Quem
realmente busca resposta de Deus precisa estar disposto a ouvir o que não
deseja e obedecer.
Conclusão:
Quando o
homem é confrontado pela Palavra de Deus, nasce em seu coração a pergunta
essencial: “Que faremos?” — e Deus responde àqueles que buscam com
sinceridade.
Lucas
3.10 mostra que:
A verdadeira pregação gera
perguntas.
A pergunta certa revela um
coração pronto para mudar.
Deus nunca deixa sem
resposta aquele que busca direção com humildade. A maior tragédia não é
perguntar “Que faremos?”, mas ouvir a verdade de Deus e não perguntar nada.

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