Oração por uma Teofania Universal (Prayer for a Universal Theophany)

 


Oração por uma Teofania Universal

 

Texto Básico: Isaías 64.1-5.

Texto Devocional: Is 64:4 Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalhe para aquele que nele espera.

 

Introdução: Uma Teofania é a manifestação visível ou perceptível de Deus aos seres humanos, de forma temporária, para revelar Sua vontade, Seu poder ou Sua presença. Isaías expressa o clamor profundo de um povo consciente de sua miséria espiritual e totalmente dependente da intervenção soberana de Deus. O texto revela o desejo por um avivamento genuíno, marcado pela presença manifesta do Senhor.

 

  • Definição simples:
  • Teofania vem do grego:
  • Theós = Deus
  • Phaneroō = manifestar, tornar visível
  • Portanto, Teofania = Deus se manifestando de maneira perceptível ao homem.

Teofanias no Antigo Testamento:

No Antigo Testamento, Deus se revela de várias formas, pois Sua glória plena não podia ser vista diretamente:

 

  1. Sarça ardente – Deus fala com Moisés Êxodo 3.2-6.
  2. Coluna de fogo e nuvem – Deus guia Israel. Êxodo 13.21-22.
  3. Monte Sinai – Deus manifesta Sua glória com fogo, trovões e voz. Êxodo 19.16-20.
  4. Anjo do Senhor (muitas vezes entendido como uma teofania) Gênesis 16.7-13; Juízes 6.11-24


Teofania e Cristofania

Teofania: manifestação de Deus em geral

Cristofania: manifestações específicas do Filho de Deus antes da encarnação (ex.: o “Anjo do Senhor”) Muitos teólogos entendem que várias teofanias no AT são Cristofanias, apontando para Cristo antes de nascer em Belém.


No Novo Testamento

No Novo Testamento, a maior revelação de Deus não é mais temporária:

Jesus Cristo é a revelação plena de Deus João 1.14; Colossenses 2.9.  Por isso, a encarnação de Cristo não é apenas uma teofania, mas a revelação completa e permanente de Deus em forma humana.

 

Em primeiro lugar: O Clamor por uma Manifestação Divina Poderosa. v:1 OH! se fendesses os céus [ e ] descesses! se os montes se escoassem diante da tua face!


Oh! se fendesses os céus, e descesses! Busca pela Presença do Senhor. O profeta tenta agora anular o espírito da estrofe pessimista que ele acabara de escrever. Para tanto, precisa de nova manifestação da presença de Deus. A oração era que Yahweh se revelasse como fizera nos tempos antigos (ver Êx. 19.16-18; Ju. 5.4,5; Ha. 3.3-15).


a.      Um pedido intenso e urgente

b.     A consciência de que somente Deus pode intervir

c.      A presença de Deus abala estruturas e muda realidades

d.     Lição: Avivamento começa com um clamor sincero pela presença de Deus. Jz 5:5 Os montes se derreteram diante do SENHOR, e até Sinai diante do SENHOR Deus de Israel.

Em segundo lugar:  O Poder de Deus Revelado em Atos Extraordinários. Is 64:2-3 Como quando o fogo inflama a lenha, e faz ferver as águas, para fazeres notório o teu nome aos teus adversários, [ assim ] as nações tremessem da tua presença! 3 Quando fazias cousas terríveis, que não esperávamos, descias, [ e ] os montes se escoavam diante da tua face.

Como quando o fogo inflama os gravetos, como quando faz ferver as águas. O fogo enviado do céu incendeia os campos e faz ferver as lagoas. E isso, sem dúvida, chamaria a atenção dos povos pagãos que perseguiam a Israel, especificamente os babilônios, que os mantinham cativos. O Nome de Yahweh haveria de recuperar a antiga fama. 

O fogo é símbolo característico (ou realidade) nas manifestações teofânicas. Quase sempre tem o sentido simbólico de julgamento (ver Hb. 12.29), e o profeta olhava para benefícios em favor de Israel, através da presença do Senhor e do juízo que Ele efetuaria contra os perseguidores de Israel.

A forma plural, nações, aqui usada, levou alguns intérpretes a pensar que está em foco a derrota dos inimigos de Israel, antes da inauguração da época áurea.

Quando fizeste cousas terríveis, que não esperávamos. A alusão, aqui, é a doação da Lei, no Sinai. Cf. De. 10.21; II Sm. 7.13; Sl. 106.22. Os acontecimentos do Sinai tomaram Israel de surpresa, primeiramente devido ao próprio acontecimento; depois pela maneira notável como tudo sucedeu; então por causa do sentido a longo prazo do acontecido; e, finalmente, por sua avassaladora importância para Israel como uma nação. Isso pavimentou o caminho para o pacto mosaico.

 

Ali havia poder e significado que o profeta queria ver repetidos em seus próprios dias. Cf. este versículo com Sl. 65.5; 68.8 e Êx. 34.10.

 

  1. Deus se revela de forma visível e impactante
  2. Seus atos produzem temor nos inimigos
  3. O agir de Deus ultrapassa expectativas humanas

d.     Lição: Quando Deus age, Ele surpreende e manifesta Seu poder além do esperado.

 

Em terceiro lugar: A Singularidade do Deus Verdadeiro. v4 Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalhe para aquele que nele espera.

Porque desde a antiguidade não se viu, nem com ouvidos se percebeu. Este versículo generaliza o anterior. A obra no Sinai foi grande e visivelmente chocante, mas deve ter havido muitas outras obras divinas semelhantes.

Ninguém jamais tinha visto os deuses pagãos fazer os tipos de maravilhas sobre as quais se lê na história de Israel. Há certa singularidade inerente nesses relatos, mas não foi por essa razão que o profeta pensava que eles não poderiam repetir-se. Os ouvidos humanos, ao menos teoricamente, poderiam ouvir novamente as histórias; os olhos humanos, teoricamente, poderiam ver essas coisas novamente.

Paulo citou este versículo em (I Cor. 2.9 Mas, como está escrito: [ As coisas ] que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem [ são ] as que Deus preparou para os que o amam.), para encorajar os crentes a pensar sobre o potencial espiritual.

Os que esperam em Deus podem aguardar grandes coisas, ainda que não tão dramáticas como aquelas sobre as quais lemos nas Escrituras. As palavras “que nele espera” significam “que nele confiam”, que Dele dependem, aguardando grandes coisas me diante o poder de Deus. “Tu ajudas as pessoas que em Ti confiam” (NCV).

  1. Nenhum outro deus se compara ao Senhor
  2. Deus trabalha em favor dos que nEle esperam
  3. A fidelidade de Deus ao Seu povo

Lição: Esperar no Senhor nunca é em vão; Ele age a favor dos Seus.

 

Em quarto lugar. O Encontro de Deus com os que Vivem em Justiça: Is 64:5a Tu sais ao encontro daquele que se alegra e pratica a justiça...

 

Yahweh vem correndo ao encontro do homem bem-intencionado, que se alegra no que é direito e cuja vida está edificada sobre princípios espirituais continuamente aplicados na prática. Esse é o homem que “espera no Senhor” (vs. 4). Ele se lembra do Senhor e dos Seus caminhos em todos os seus atos e tenta imitá-Lo. Está em pauta o homem dotado de fé de todo o coração.

 

Vemos isso em Pv. 4.23. Yahweh vem ao encontro desse homem para mostrar-lhe favor. Há um encontro do Ser divino com o melhor do que os homens podem ser, e o resultado só poderá ser bom.

 

  1. Deus se aproxima dos que O buscam com sinceridade
  2. A prática da justiça agrada ao Senhor
  3. A alegria espiritual acompanha a obediência

Lição: Deus se revela aos que vivem segundo Sua vontade.

 

V. A Confissão do Pecado e a Necessidade da Graça Is 64:5b Mas todos nós somos como o imundo...

 

Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia. "O profeta, falando em favor de seu povo, confessou os pecados e a impotência espiritual deles" (Oxford Annotated Bible, comentando sobre os vss. 5c-7). Este versículo é um dos mais conhecidos de Isaías, largamente citado para mostrar que até a justiça do pecador é apenas outra forma de pecado aos olhos do Deus santo; os feitos retos de um homem, por estarem maculados pelo pecado (com erros de motivação e inadequação de propósito), são como trapos de imundícia.

 

Este versículo tem sido corretamente usado para falar da “iniquidade do pecado” e do caráter geralmente poluído do homem não-regenerado.

 

  1. Reconhecimento da condição pecaminosa
  2. A incapacidade humana sem a graça de Deus
  3. A urgência do arrependimento

Lição: Antes do avivamento, há confissão e quebrantamento.

 

Conclusão: Isaías 64.1–5 nos ensina que o verdadeiro avivamento começa com clamor, passa pelo reconhecimento da grandeza de Deus e culmina em arrependimento sincero. Quando Deus rasga os céus e desce, vidas são transformadas e Sua glória se manifesta.

 

 

 

 

 

 

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