Enfrentando
as Pressões.
Texto
Básico: 2 Coríntios 4.1-8.
Texto
Devocional: 2 Coríntios 4.8 “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos,
porém não desanimados.”
Na
versão kjv, está assim escrito: v8. Sofremos pressões
de todos os lados, contudo, não estamos arrasados; ficamos perplexos com os
acontecimentos, mas não perdemos a esperança; (2 Coríntios, 4)
Autor:
Apóstolo Paulo
Destinatários:
Igreja de Corinto
Situação:
1.
Paulo defende a legitimidade do seu
ministério apostólico.
2.
Havia oposição, críticas e
desconfiança quanto ao sofrimento de Paulo.
Tema do capítulo
4:
3.
O contraste entre a fraqueza
humana e o poder de Deus.
4.
O ministério do evangelho é
exercido em vasos de barro (v.7).
Contexto (2
Coríntios 4.7–10)
- O tesouro do evangelho está em
vasos de barro, para que a glória seja de Deus.
- O sofrimento não anula o
ministério; ele o autentica.
- A vida cristã envolve pressão
externa, mas sustentação divina.
I. A Realidade da
Aflição Cristã: “Em tudo
somos atribulados”
O
ministério fiel não isenta o servo de tribulações. O texto começa nos alertando
que não será em partes as lutas, em toda partes ela estará presente.
“Em
tudo” indica que as dificuldades são abrangentes e constantes. Paulo
não romantiza o sofrimento, ele o reconhece. João 16.33 – “No mundo tereis aflições…” O evangelho nos aponta para
a solução, e solução está em Cristo Jesus. Alguns heróis da fé, tem passado por
momentos difíceis, porque não dizer: “... combates por
fora temores por dentro...”
Moisés:
rejeição
do povo, perseguição de Faraó, murmurações no deserto. Lição: Chamado de
Deus não elimina pressão; exige dependência constante.
José
do Egito: traição
dos irmãos, escravidão, prisão injusta. Lição: Deus transforma
sofrimento em propósito redentor.
Jó:
perda de bens, filhos, saúde e reputação. Lição: A fé pode permanecer
mesmo sem explicações.
Davi:
perseguição
de Saul, traições familiares, guerras constantes. Lição: Deus forma o
caráter do rei antes de colocá-lo no trono.
Jeremias:
rejeição,
prisão, ameaças de morte. Lição: Fidelidade à Palavra custa caro, mas
Deus sustenta o profeta.
Daniel:
exílio, conspirações políticas, cova dos leões. Lição: Deus honra quem
permanece fiel em ambientes hostis.
Elias:
perseguição de Jezabel, esgotamento emocional, solidão. Lição: Até os
fortes precisam do cuidado restaurador de Deus.
Os
Apóstolos (especialmente Paulo) prisões, açoites,
naufrágios, perseguições. Lição: A fraqueza humana revela o poder de
Deus.
II. O Limite da
Aflição pela Graça de Deus: “porém não angustiados”
A
palavra indica pressão, mas não esmagamento total. A tribulação não
destrói o interior daquele que confia em Deus. Deus impõe limites à dor do seu
servo. Salmos 34.19 – “Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra
de todas”
III.
A Confusão Humana diante das Lutas: “perplexos”
- Perplexidade é não entender
o que Deus está fazendo.
- Paulo admite suas dúvidas, mas
não sua incredulidade.
- Fé madura reconhece limites do
entendimento humano. Isaías
55.8–9.
Exemplo de
perplexidade:
Habacuque
– Perplexidade diante da injustiça. Habacuque 1:2–3
“Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás?” O
profeta não entende por que Deus tolera a violência e a injustiça em Judá. A
perplexidade pode ser levada a Deus em oração, não em rebeldia.
Jó – Perplexidade
no sofrimento. Texto: Jó 3:11–12
“Por que não morri ao nascer?” Jó não compreende por
que um justo sofre tanto. Nem toda perplexidade tem resposta imediata, mas Deus
permanece soberano.
Asafe –
Perplexidade ao ver o sucesso dos ímpios Salmos
73:2–3, 16–17
“Quanto a mim, quase me resvalaram os pés…” Ele se
confunde ao ver ímpios prosperando enquanto os justos sofrem. A perplexidade é resolvida na presença de
Deus (v.17).
Jeremias
– Perplexidade diante do fracasso aparente do ministério
Jeremias 20:7–9. O profeta sente-se enganado, rejeitado e cansado.
Mesmo perplexo, ele não consegue abandonar a Palavra.
Os
discípulos – Perplexidade diante da cruz. Lucas 24:21
“Nós esperávamos que fosse ele quem redimiria Israel…”
A morte de Jesus contradiz suas expectativas messiânicas.
A perplexidade é esclarecida pela revelação das Escrituras. Lc 24:27 E, começando por Moisés e por todos os
profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.
6.
Paulo – Perplexidade sem desespero 2 Coríntios 4:8 “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos,
mas não desanimados.”
Perplexidade
cristã: O crente pode não entender tudo, mas não
perde a fé.
Perplexidade
não é falta de fé: É um estágio humano diante do
mistério de Deus. A Bíblia ensina a levar a perplexidade à oração, à Palavra e
à confiança
IV. A Esperança
que Impede o Desânimo: “porém
não desanimados”
O
cristão pode não compreender tudo, mas não perde a esperança. A
confiança está no propósito eterno de Deus. O desânimo é vencido pela certeza
da presença divina. 2 Coríntios 4.16 – “não
desfalecemos…”
A
Bíblia traz orientações claras e práticas para não desfalecermos,
especialmente em tempos de luta, cansaço e provações. Lições Teológicas
Em
primeiro lugar: Confiar em Deus, não nas circunstâncias: “Confia
no Senhor de todo o teu coração…” (Pv 3.5).
Em
segundo lugar: Esperar no Senhor renova as forças “Mas os que esperam
no Senhor renovarão as suas forças…” (Is 40.31).
Em
terceiro lugar: Perseverar mesmo quando não vemos resultados “E não nos cansemos
de fazer o bem…”
(Gl 6.9)
Em
quarto lugar: Olhar para Jesus, o exemplo supremo: “Olhando firmemente
para Jesus…” (Hb
12.2-3)
Em
quinto lugar: Orar sem cessar “Orai sem cessar.” (1Ts
5.17).
Em
sexto lugar: Lembrar que Deus sustenta o cansado “Ele fortalece o
cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.” (Is 40.29)
Em
sétimo lugar: Permanecer na Palavra: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra…” (Sl 119.105)
- O sofrimento não é sinal de
derrota espiritual.
- A força do cristão não está em
si, mas em Deus.
- O evangelho avança mesmo em
meio à fragilidade humana.
A
Bíblia ensina que não desfalecemos quando:
- Confiamos
em Deus
- Esperamos
no Senhor
- Perseveramos
no bem
- Olhamos
para Cristo
- Oramos
constantemente
- Dependemos
da graça
- Permanecemos
na Palavra
“Por isso, não
desfalecemos…” (2Co
4.16)
Aplicação para a
Igreja Hoje
- A igreja pode estar
pressionada, mas não está abandonada.
- O crente pode estar confuso,
mas não está sem esperança.
- O sofrimento é um palco para a
manifestação do poder de Deus.
Conclusão
Deus
não promete ausência de lutas, mas garante sustentação nelas. Somos
provados, mas não vencidos; pressionados, mas não derrotados.

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