A Grande Escolha: O Caminho
da Vida e da Benção
Texto Básico: Dt 30:19-20.
Texto Devocional: v20 amando ao SENHOR, teu Deus, dando ouvidos à
sua voz e te achegando a ele; pois ele é a tua vida e a longura dos teus dias;
para que fiques na terra que o SENHOR jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque e a
Jacó, que lhes havia de dar.
Introdução: Este é um dos trechos mais
impactantes e decisivos de toda a Bíblia. Moisés está proferindo seu discurso
de despedida, colocando o povo de Israel diante de uma encruzilhada espiritual.
O
Contexto Histórico:
O Discurso de Despedida: Moisés está nas planícies de Moabe, à
beira do Rio Jordão. Ele tem 120 anos e sabe que não cruzará a fronteira
para a Terra Prometida.
O
livro de Deuteronômio é, na verdade, uma renovação da Aliança. A geração
que saiu do Egito morreu no deserto devido à incredulidade; agora, Moisés
fala com a nova geração (os filhos) que herdará a promessa. Ele
recapitula a Lei para que eles não cometam os mesmos erros de seus pais.
1. O Cenário da Decisão
(v. 19a) Dt 30:19 Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho
proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para
que vivas, tu e a tua semente,
Moisés convoca o universo
como testemunha. Isso mostra que a decisão espiritual não é apenas um
sentimento íntimo, mas um compromisso de validade cósmica e pública.
As Testemunhas: "Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós".
A Clareza das Opções: Não há
"meio-termo" espiritual. As opções são apresentadas de forma conjugada:
ü
Vida
vs. Morte.
ü
Bênção
vs. Maldição.
2. O Imperativo da Graça
(v. 19b) Dt 30:19 Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho
proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para
que vivas, tu e a tua semente,
Embora o homem tenha o
livre-arbítrio, Deus não é neutro; Ele aponta e orienta a nossa escolha.
ü
O
Conselho Divino:
"Escolhe, pois, a vida".
ü
A
Visão Geracional:
A sua escolha não afeta apenas você, mas o futuro da sua linhagem ("para que vivas, tu e a tua descendência").
ü
Um
exemplo foi Jesus ao mostrar qual melhor decisão: Mt
7:13 Entrai pela porta estreita, porque larga é
a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que
entram por ela; 14 E porque estreita
é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.
Jesus disse: “ Entrai pela porta estreita,...”
E o homem pergunta porquê?
“... porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que
conduz à perdição,”
Quem em sã consciência fara isso?
“... e muitos são os que entram por ela;”
3. As Três Evidências de
Quem Escolhe a Vida (v. 20a) Dt 30:20 amando ao SENHOR, teu Deus, dando ouvidos à sua voz e
te achegando a ele; pois ele é a tua vida e a longura dos teus dias; para que
fiques na terra que o SENHOR jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque e a Jacó,
que lhes havia de dar.
Como se manifesta, na
prática, a escolha pela vida? Moisés aponta três ações contínuas:
Em primeiro lugar: Amar ao Senhor: A base de
tudo é o relacionamento afetivo e devocional. Jo
17:26 E eu lhes fiz conhecer o teu nome e lho
farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu
neles esteja.
Em segundo lugar: Dar ouvidos à sua
voz: A obediência prática à Palavra de Deus. Jo
17:8 porque lhes dei as palavras que me deste; e
eles as receberam, e têm verdadeiramente conhecido que saí de ti, e creram que
me enviaste.
Em terceiro lugar: Apegar-se a Ele: No
original, a ideia de "grudar" ou "unir-se", indicando uma
dependência total e inseparável. Jo 17:23 Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos
em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens
amado a eles como me tens amado a mim.
4. O Resultado da
Escolha: Deus como Nossa Vida (v. 20b) Dt
30:20 amando ao SENHOR, teu Deus, dando ouvidos à
sua voz e te achegando a ele; pois ele é a tua vida e a longura dos teus dias;
para que fiques na terra que o SENHOR jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque e a
Jacó, que lhes havia de dar.
A conclusão do texto
redefine o que é "viver". A vida não é um conjunto de bens, mas a
presença do próprio Deus.
Em primeiro lugar: A Essência da Vida: "Pois ele é a tua vida e o prolongamento dos teus dias".
Em segundo lugar: A Fidelidade às Promessas:
A escolha correta permite que entremos e permaneçamos na herança que o
Senhor prometeu (a terra dada aos patriarcas Abraão, Isaque e
Jacó).
Conclusão:
Em primeiro lugar: Responsabilidade. Deus
coloca o "leme" da vida em nossas mãos através das nossas escolhas
diárias.
Em segundo lugar: Legado: O que decidimos hoje reverbera nas
próximas gerações.
Em terceiro lugar: Prioridade: Amar a Deus
e ouvi-Lo não são tarefas religiosas, são mecanismos de sobrevivência e
plenitude. "A vida não é o que acontece com você, mas o que você escolhe
fazer com o que Deus lhe revelou."

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